| terça-feira, 19 de Julho de 2005 | 16:33 |
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Campos e Cunha explica má produtividade do investimento
O ministro de Estado e das Finanças, Luís Campos e Cunha, justificou terça-feira no Parlamento a má produtividade do investimento português nos últimos anos com a queda das taxas de juro e com a abundância dos fundos estruturais.
Na Comissão de Orçamento e Finanças
onde estavam a ser discutidas as
Grandes Opções do Plano 2005/2009,
Campos e Cunha afirmou que os
projectos de investimento em Portugal
têm tido uma «má selecção/qualidade»,
em linha com aquilo que tinha escrito
num artigo de opinião no jornal
Público de domingo.
Valia a pena estudar o assunto,
acrescentou o ministro, mas é possível
que as causas prováveis para essa
tendência tenham a ver com a descida
das taxas de juro e com a abundância
de fundos estruturais da União
Europeia.
Com a entrada na União Monetária,
Portugal beneficiou de uma descida
sucessiva do preço do dinheiro, a qual
pode ter conduzido a um «excessivo
entusiasmo no investimento» (tanto
público como privado) e à consequente
selecção «menos criteriosa» dos
projectos, justificou Campos e
Cunha.
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