| terça-feira, 27 de Dezembro de 2005 | 08:24 |
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Endividamento das famílias compromete crescimento da economia
A economia portuguesa, em situação de crise estrutural, está particularmente vulnerável ao elevado nível de endividamento das famílias, um factor que já está a penalizar o crescimento desejado, de acordo com um estudo da Comissão Europeia citado esta terça-feira no Diário Económico.
O relatório intitulado «O comportamento das famílias numa união monetária: o que podemos aprender do caso português?» mostra que os lares portugueses têm um dos níveis de endividamento mais elevados da zona euro, e não escapam aos efeitos da subida dos juros já iniciada este ano e que se prolongará por 2006.
Segundo diz o artigo, o documento é claro: «será difícil de evitar» uma subida dos custos com os créditos bancários, o que prejudicará o rendimento disponível dos particulares e, logo, o seu nível de consumo.
Bruxelas enumera outros riscos que afectam as famílias. Além de restringir despesas de consumo, os particulares terão necessariamente de aumentar as taxas de poupança perante as perspectivas de subida do desemprego e de maiores restrições orçamentais por parte do Estado - situações que actualmente se registam na economia nacional.
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