|
| segunda-feira, 10 de Maio de 2004 | 02:22 |
Entrevista aos A Naifa: trabalhar a modernidade do fado
Filipe Rodrigues da Silva
Na ressaca da Linha da Frente, Luís Varatojo (ex-Peste & Sida, aqui de braço dado com a guitarra portuguesa) e João Aguardela (ex-Sitiados e mentor do projecto Megafone, no baixo) lançaram as bases para o projecto A Naifa. A eles juntaram-se Mitó (voz) e Vasco Vaz (bateria). O resultado é «Canções Subterrâneas», lançado esta segunda-feira, dia 10 de Maio.
Se nos Linha da Frente se partiu para a música a partir dos versos e palavras de autores consagrados da literatura portuguesa, nos A Naifa apresentou-se ao Fado as letras de jovens poetas portugueses. Reinventou-se assim – com maior ou menor interesse - o fado, tendo por base o rock, a pop, o reggae e a música electrónica.
«A Naifa começa com os Linha da Frente. Ao mesmo tempo que o colectivo ia trabalhando, eu e o Luís fomos desenvolvendo juntos algumas coisas, descobrindo coisas em comum, as quais decidimos aprofundar depois de se ter colocado um ponto final nos Linha da Frente e de as outras pessoas que colaboravam no projecto erem saído. Só depois decidimos trabalhar algo de forma mais aprofundada e que tivesse a ver connosco», explica João Aguardela, o qual nos Megafone já se havia dedicado a explorar alguns dos trilhos da música tradicionais portuguesa.
|