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| sexta-feira, 30 de Julho de 2010 | 21:32 |
Paredes de Coura (Dia 2): Noite de culto mas sem grande chama
Gonçalo Branco
No dia que devia ser dos The Cult, Ely «Paperboy» Reed roubou o espectáculo e arranjou muitos amigos novos.
Ao segundo dia, o rock chegou a Paredes de Coura: da entrega e atitude dos Gallows e Enter Shikari, aos clássicos dos The Cult, passando pela grande surpresa da noite, Ely «Paperboy» Reed, houve um pouco de tudo para todos. As cerca de 18 mil pessoas que ontem estiveram no Festival Paredes de Coura, número avançado pela organização, estiveram presentes principalmente pelos The Cult e, em boa verdade, não se pode dizer que a banda tenha desiludido. Grandes clássicos, tocados com grande mestria, liderados pelo vozeirão de Ian Astbury. O problema dos The Cult é que a idade já pesa e não permite uma hora e meia de grande
agitação. A solução da banda foi guardar tudo para o encore. Re-entrada em palco. Agradecimentos. Ian Astbury tira os óculos de sol que o acompanharam o espectáculo todo. Ouvem-se os primeiros acordes de «She Sells Sanctuary» e músicos e público explodem, pela primeira vez, juntos. Foi pena o concerto ter acabado, quando pareceia que estava realmente a começar.
O dia, que tinha começado com as timidamente simpáticas Vivian Girls, foi de Ely «Paperboy»
Reed e do exímio leque de músicos que o acompanharam. Soul, funk e rock n`roll, debitados com graça e talento, por este tipo de Elvis Presley, foram os ingredientes ideais para um belo final de tarde em Paredes de Coura.
Depois de Ely «Paperboy» Reed, subiram ao palco os Gallows e os Enter Shikari, duas bandas que fazem da entrega a palavra de ordem. Os primeiros mais comunicativos (demais?), os segundos mais saltitões, conseguiram colocar o público do lado deles e fazer levantar muito pó. O palco principal terminou com Caribou em mode hipnotizante. Muito bom para quem entrou no transe, aborrecido para quem não se deixou levar.
Os We Have Band, com a sua pop-quase-electro arrancaram bem com o Palco After-Hours,
mas os Best Coast não souberam dar continuidade. A falta de vontade com que a banda demonstrava em estar no palco era por demais evidente. Até pode fazer parte do estilo mas isso não melhora a situação. A noite, já a virar dia, chegou ao fim com DJ Coco que, à semelhança de Isidro LX, se limitou a meter discos. Destaque especial para a inclusão
de «Breaking the Law» dos Judas Priest no DJ set.
gm.branco@yahoo.com
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