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| segunda-feira, 25 de Abril de 2005 | 04:30 |
Rufus Wainwright em Lisboa: A luz e o fetiche de um génio
Filipe Rodrigues da Silva
O que dizer das quase duas horas de concerto de Rufus Wainwright no Coliseu de Lisboa? Na noite de domingo assistiu-se a mais uma estupenda actuação de um dos mais interessantes e fundamentais compositores e cantores da actualidade. Com o seu brilho de pop-ópera, Rufus só não merecia que a sala lisboeta tenha ficado pela meia casa. E o fenomenal final vai ficar na memória dos presentes. E no bate-boca dos ausentes.
Feita a primeira parte do espectáculo com o projecto de Joan Wasser – membro da banda de apoio de Rufus - e o seu projecto Joan As a Police Woman, partimos para a esplendorosa abertura ao som de «Agnus Dei» com uma certeza: Quinito disse um dia que se pudesse tinha Pedro Barbosa no seu jardim a deliciar-se com a arte de dominar uma bola de futebol com os pés. Se pudéssemos, montávamos um palco nesse jardim para ouvir in loco Rufus Wainwright todos os dias.
No regresso a Portugal, devidamente acompanhado da sua banda, para promover «Want Two», centrou naturalmente este disco no início do alinhamento do espectáculo. «The Art Teacher», «This Love Affair» e «The One You Love» foram das canções mais aplaudidas. A par da dupla homenagem a Jeff Buckley. Primeiro com «Memphis Skyline». Depois com a interpretação de « Hallelujah» - que já era um grande tema de Leonard Cohen, mas que nunca mais foi o mesmo após Buckley lhe ter emprestado a voz, tornando-o portentoso.
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