| quinta-feira, 23 de Setembro de 2004 | 07:40 |
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Santana contraria Durão e Bush ao deixar Iraque fora do terrorismo internacional
Pedro Santana Lopes demarcou-se, esta madrugada de quinta-feira, na sede da ONU, em Nova Iorque, das posições do seu antecessor, Durão Barroso, que levaram Portugal a apoiar a invasão do Iraque, ao considerar a questão iraquiana um tema sem ligação ao problema do terrorismo internacional.
Falando perante a Assembleia Geral da ONU um dia depois do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que havia voltado a explicar a invasão do Iraque com a necessidade de combater o terrorismo internacional, Santana Lopes mostrou uma posição diversa, ao considerar que a questão do Iraque não faz parte, na opinião de Portugal, da luta contra o terrorismo internacional.
Na opinião do primeiro-ministro português, o problema iraquiano deverá ser visto como uma questão de democracia, e que terá de estar sob a égide da comunidade internacional, e não apenas dos EUA.
Aos delegados, Pedro Santana Lopes deixou ainda a promessa de que Portugal vai cumprir o Protocolo de Quioto, sobre alterações climatéricas e emissões de gases nocivos ao ambiente, defendendo ainda a entrada de um novo membro permanente no Conselho de Segurança da ONU, em representação do continente africano.
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