| sábado, 9 de Julho de 2005 | 12:31 |
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Comandante da PSP pressionado a usar termo «arrastão»
O comandante da PSP de Lisboa, Oliveira Pereira, afirma ter sido pressionado para dizer que os incidentes do passado mês em Carcavelos foram um «arrastão» e envolveram 400 pessoas, segundo um comunicado da Polícia citado este sábado pelo semanário Expresso.
Em entrevista à jornalista e candidata do BE às autárquicas, Diana Andringa, o comandante da PSP de Lisboa revelou que emitiu a sua posição com base em informação prestada por «um polícia que não soube consubstanciar exactamente o que tinha acontecido».
Baseou-se ainda, segundo Oliveira Pereira, em testemunhos de «pessoas credíveis, algumas delas de órgãos de comunicação social».
Segundo o responsável policial, o seu comando foi obrigado pelos media a emitir opinião.
As revelações constam de uma entrevista que foi disponibilizada, sem o seu consentimento, num site do Bloco de Esquerda, refere.
O comandante da PSP, em declarações ao Expresso, disse considerar «inqualificável o aproveitamento político» das suas declarações, «prestadas a alguém que pensava ser uma jornalista com ética», explicando que lhe foi pedida colaboração para um trabalho com fins académicos e pedagógicos.
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