| segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007 | 10:01 |
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Aborto: Modelo alemão obriga a consultas de aconselhamento
O modelo alemão para a interrupção voluntária da gravidez, que dirigentes socialistas admitem como inspiração para o PS, obriga a que a mulher comprove que foi a uma consulta de aconselhamento em centros oficiais criados para o efeito.
Nestas consultas, que se destinam a prestar esclarecimentos médicos e sociais sobre as possibilidades e apoios para ter um filho e sobre os riscos da interrupção voluntária da gravidez (IVG), as mulheres não têm de justificar a sua decisão.
A lei alemã prevê ainda um período de ponderação obrigatória de três dias.
As despesas com a IVG, que é permitida até às 12 semanas, têm de ser suportadas pelas mulheres, e não pela Segurança Social alemã, mas só se estas tiverem rendimentos mensais superiores a 961 Euros, na parte ocidental, ou 933 Euros, no leste do país.
Esta verba é acrescida de 227 Euros por cada criança, o que significa que uma mulher com dois filhos menores só terá de pagar um aborto feito nas primeiras 12 semanas de gravidez se ganhar por mês, aproximadamente, mais de 1.400 euros.
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