| sábado, 30 de Agosto de 2008 | 01:25 |
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Líbia/SIDA: Médico relata torturas sofridas nas prisões
Unhas arrancadas, agressões, choques eléctricos são alguns dos maus-tratos que um médico de origem palestiniana, detido oito anos na Líbia com cinco enfermeiras búlgaras, alega ter sofrido nas prisões daquele país.
Ashraf Joumaa al-Hajouj, de 38 anos, foi detido em Janeiro de 1999 pela polícia líbia, acusado de, juntamente com as cinco enfermeiras búlgaras, ter contagiado com o vírus da SIDA 438 crianças, das quais 56 morreram. O médico, refugiado palestiniano que se formou na Líbia e que hoje tem a nacionalidade búlgara, trabalhava no Hospital de Benghazi. A 15 de Abril foi ouvido por dois juízes franceses encarregues de apreciar uma denúncia de «violações e torturas, com actos de barbárie, por pessoa depositária de autoridade pública». A investigação judicial francesa foi aberta em Fevereiro, na sequência de uma queixa do médico, apresentada em Dezembro de 2007 pelo intermediário da associação Advogados Sem Fronteiras de França, por ocasião da visita do dirigente líbio Mouammar Kadhafi a Paris. A queixa visava sobretudo Kadhafi, que goza do estatuto de imunidade enquanto Chefe de Estado, cinco polícias e um médico.
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