| sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009 | 07:15 |
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José Sócrates «não está a ser investigado», confirma DCIAP
A directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) e procuradora-geral adjunta, Cândida Almeida, confirmou que o nome do primeiro-ministro, José Sócrates, consta do processo Freeport, mas «não está a ser investigado».
No programa «Grande Entrevista», na RTP1, quinta-feira à noite, a responsável garantiu que, até ao momento, «não há qualquer suspeita relativamente ao envolvimento» do actual chefe do Governo no caso.
Em causa, está uma carta anónima, enviada à Polícia Judiciária (PJ), em Setembro de 2004, sobre a existência de irregularidades na construção do outlet, referindo, «num parágrafo, o envolvimento de José Sócrates e da mãe», explicou.
Cândida Almeida adiantou, contudo, que, «nesta fase, suspeitos serão todos aqueles que poderão ter tido uma intervenção maior ou menor» no sentido de influenciar as decisões acerca do projecto, mas o processo «ainda não tem arguidos».
A investigação está a tentar descobrir provas de tráfico de influências, «que acontece quando uma pessoa se gaba de conhecer alguém que possa fazer alguma coisa e pede dinheiro por isso», e de corrupção, «que passa por dar um despacho em contrário das suas obrigações legais» em troca de dinheiro, esclareceu.
A directora do DCIAP garantiu ainda que vai investigar as quebras do segredo de justiça que têm marcado este caso, pedindo o empenho, nesta questão, da procuradora-geral adjunta Maria José Morgado.
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