Educação: Cada exame demora 12 a 14 semanas a conceber
As provas e os exames que os alunos do ensino básico e secundário realizam a partir de segunda-feira demoram em média 12 a 14 semanas a conceber, por 180 professores, segundo o Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE).
“Em média, uma prova e os respetivos critérios de classificação, incluindo os processos de consultoria e auditoria técnica, é concebida em12 a14 semanas”, disse à agência Lusa o diretor do GAVE, Hélder Sousa, em vésperas da realização de provas finais e exames nacionais por milhares de alunos.
A maioria dos professores envolvidos na elaboração das provas colabora com o GAVE a tempo parcial e mantém atividade letiva nas respetivas escolas.
“As equipas integram professores dos ensinos básico e secundário, consoante a natureza da prova”, indicou o responsável, acrescentando que estes docentes são assessorados por consultores e auditores, nomeadamente investigadores e especialistas de várias universidades e centros de investigação nacionais.
“Em algumas disciplinas, há também auditorias realizadas por representantes das associações de professores e sociedades científicas que integram o Conselho Consultivo do GAVE”, referiu.
A duração das provas varia, de disciplina para disciplina, mas na maioria dos casos são destinados 90 minutos no ensino básico e 120 no secundário, acrescidos de uma tolerância de 30 minutos.
“Em regra, um professor deve realizar a prova em um quarto (1/4) a um terço (1/3) do tempo previsto para os alunos”, explicou Hélder Sousa.
O processo de preparação da época de exames, que decorre em junho, inicia-se em setembro, ou seja, começa quase em simultâneo com o início das aulas.
Além da conceção das provas, é necessário produzir as informações sobre as mesmas, que são divulgadas no primeiro período, especificou o diretor do GAVE.
De acordo com Hélder Sousa, há um “exaustivo trabalho” de análise dos resultados de anos anteriores, considerado essencial para um “necessário ajustamento dos níveis de exigência”, ano a ano.
Antes da conceção de cada prova é ainda necessário elaborar uma matriz geral que regula a preparação das várias provas de uma mesma disciplina: primeira fase/chamada e segunda, provas para atletas de alta competição – geralmente realizadas em agosto – e provas de reserva.
“Além destas tarefas, há todos os anos um vasto leque de provas que têm de ser adaptadas para alunos com necessidades educativas especiais”, lembrou.
Segundo o diretor do GAVE, considerando apenas os colaboradores diretamente implicados na conceção das provas (internos e externos), estão envolvidas cerca de 180 pessoas.
“Asseguram igualmente muitas outras tarefas – relatórios nacionais, de consulta pública, relatórios técnicos para uso exclusivo de cada escola e atendimento aos professores classificadores no período de classificação das provas, entre outras”, disse.
A equipa produz cerca de 150 provas por ano, incluindo os testes intermédios, que ao contrário das provas finais e dos exames nacionais, não são de aplicação obrigatória.
Diário Digital com Lusa




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