EURO2012: Suécia diz adeus em jogo emocionante
Depois da República da Irlanda, também a Suécia disse, esta sexta-feira, adeus ao Campeonato da Europa de 2012, ao perder, no segundo jogo a contar para o Grupo D, com a Inglaterra, por 2-3. No entanto, para a história fica uma segunda parte intensa e emocionante, ganha por uma Union Jack que parece começar a acordar...
Com uma derrota já averbada, logo no primeiro jogo, frente à Ucrânia, o jogo desta noite apresentava-se como de especial importância para as ambições da Suécia na prova, mas a verdade é que foram os ingleses que, depois de um empate no jogo de estreia, frente à França, melhor se apresentaram de início em Kiev, acabando mesmo por marcar aos 23 minutos, num lance muito à imagem do futebol inglês: centro largo da direita, da autoria de Gerrard, com o esférico a cair no centro da grande área sueca, onde Carroll, sem marcação, cabeceou de forma fulminante para a baliza de Isaksson.
Cientes de que a derrota colocava a equipa fora do EURO2012, os suecos tentaram então uma reacção tímida, com o inevitável Ibrahimovic a assumir-se, mais uma vez, como o elemento-fundamental do jogo nórdico, falhando apenas no momento da concretização.
No entanto, com o início do segundo tempo (49 m), a Suécia conseguia repor a igualdade no marcador e voltar a acreditar no apuramento, ao marcar, num lance atabalhoado, com muitas responsabilidades para o defesa inglês Glenn Johnson.
Chamado a converter um livre, em posição central, à entrada da grande área adversária, Ibrahimovic remata forte, mas o esférico é rechaçado pela defesa inglesa, com o avançado a conseguir colocar ainda o esférico, com um pontapé “acrobático”, na direita, onde aparecia o central Mellberg, que só não estava fora-de-jogo devido ao atraso do defesa inglês Glenn Johnson.
O sueco aproveitou então para desferir um forte remate, que, embora ultrapassando o guarda-redes Isaksson, ainda encontrou no caminho, em cima da linha de baliza, o mesmo Glenn Johnson, que, no entanto, não teve arte suficiente para evitar que a bola entrasse na baliza nórdica.
Motivada pelo golo obtido, a Suécia ganhou ânimos redobrados e, menos de 10 minutos depois de ter empatado, aos 58 minutos, colocava-se em vantagem no marcador, mais uma vez na sequência de um lance de bola parada… e mais uma vez com claras responsabilidades do último reduto inglês: livre na esquerda, a mais de 30 metros da baliza de Inglaterra, com a bola colocada bem funda, junto ao poste esquerdo da baliza de Joe Hart, onde volta a aparecer o central Olof Mellberg, sozinho e sem qualquer marcação (John Terry e restantes defesas ficaram claramente “nas covas”!) a cabecear para novo golo!
No entanto, com o jogo em alta rotação, na jogada imediatamente a seguir a Isaksson ter feito uma defesa fenomenal, a remate de cabeça, de cima para baixo, de John Terry, em plena grande área sueca, a Inglaterra repunha a igualdade no marcador, através de um pontapé fantástico de Walcott (63 m), à entrada da grande área, sem hipóteses de defesa para o guardião sueco, que nem vê a bola partir.
Aos 74 m, após uma excelente jogada pela esquerda de Martin Olssen, culminada com um passe rasteiro atrasado já dentro da grande área inglesa, Klastrom, vindo de trás, remata forte, mas ao lado, deixando, contudo, a ideia de que poderia ter feito melhor.
Mas a verdade é que o jogo estava longe de terminado e, se a Suécia não marcava, a Inglaterra não desperdiçava a oportunidade para o fazer – à passagem do 78.º minuto, Walcott arrancou pela direita, passou por dois adversários já dentro da grande área sueca e, quase sobre a linha de fundo, faz um centro a meia altura para pequena área adversária, onde surge Welbeck, que, com um toque em habilidade, em rotação e de calcanhar, faz o 3-2 perante o surpreendido Isaksson.
Novamente em vantagem no marcador e com pouco mais de 10 minutos para jogar, os comandados de Roy Hogdson procuraram baixar o ritmo da partida, tirar ânimo aos suecos, aos quais só um resultado mais favorável (até mesmo um empate…) poderia impedir a concretização de um destino já anunciado – a eliminação do EURO2012.
E a verdade é que, já sem cabeça ou esquema táctico, mais com o coração do que com a razão, a Suécia acabou mesmo eliminada do Campeonato da Europa, permitindo à Inglaterra manter-se na corrida ao apuramento. Até porque, pouco antes, a rival França havia conquistado, também, os três pontos, frente à Ucrânia.


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