Guiné-Bissau: Governo de transição admite «questionar» presença na CPLP
O ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de transição da Guiné-Bissau admitiu hoje «questionar» a permanência na CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) caso a organização persista em vedar ao país «o direito de ser ouvido».
«Queremos dizer à CPLP o seguinte: a Guiné-Bissau é um país soberano e independente e as autoridades que estão na testa deste país são altamente competentes, responsáveis, e merecem o tratamento devido. Pedimos à CPLP uma coisa só, o diálogo», disse Faustino Imbali hoje em Bissau, numa conferência de imprensa.
Frisando que o retorno a 11 de abril (antes do golpe de Estado) não é possível, o ministro de transição considerou «triste» que a CPLP «continue a julgar a Guiné-Bissau nas organizações internacionais de maneira unilateral», sem que o governo de transição possa ser ouvido.
Diário Digital / Lusa

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