28-06-2012 às 07:05   actualizada 11-07-2012 às 14:23

«Robin dos Jardins» aborda a problemática dos incêndios florestais e o abandono dos animais

Por Pedro Justino Alves
«Robin dos Jardins» aborda a problemática dos incêndios florestais e o abandono dos animais

O Grupo de Teatro Infantil Animarte está de regresso com uma nova peça, «Robin dos Jardins», na realidade uma reposição. O espectáculo aborda, entre outros, a problemática dos incêndios florestais e do abandono dos animais. A encenação está em palco em pleno Jardim Botânico da Ajuda, em Lisboa, até o próximo dia 22 de Julho aos sábados, domingos e feriados, às 16h00, para o público em geral, enquanto as escolas poderão ver a peça através de marcação, de segunda a sexta-feira.

Sofia Espírito Santo confessa que foi obrigada a repor «Robim dos Jardins» devido a falta de dinheiro para montar um novo espectáculo. Por isso, a encenadora está feliz com a resposta do público, já que mesmo os que viram a peça no passado regressam para recordar esta história com um profundo papel pedagógico. Sofia Espírito Santo garante que «Robim dos Jardins» é uma mostra do que é o Grupo Teatral Infantil Animarte, «do trabalho que temos vindo a desenvolver nos últimos oito anos, a formar futuros adultos, não só no público, mas também em quem está ´do outro lado´».


Até que ponto há uma ligação entre «Robin dos Bosques» e «Robin dos Jardins»?
A relação das personagens entre si, o ambiente histórico, a relação com o ambiente... Ou seja, no original existem o Príncipe João, o Xerife de Nottinhgam e o João Pequeno; no nosso espectáculo existem a Princesa Joana, o Xerife da Ajuda e a Joana Pequena. No original, o Príncipe João e o Xerife, em conjunto, conspiram contra os pobres; no nosso espectáculo, o Xerife é apaixonado pela Princesa Joana e conspiram em conjunto a melhor forma de incendiar todo o país, ara ficarem com espaço para construírem novos castelos.

Quem é o herói «Robin dos Jardins»?
Alguém que se preocupa com todos os jardins, florestas e espaços verdes do perigo que são os incêndios florestais. Ou seja, alguém que persegue o Xerife e a Princesa Joana de modo a apagar os incêndios que estes provocam. Simultaneamente, com os seus amigos sapadores, vai ensinando o público que assiste ao espectáculo a melhor forma de proceder em caso de incêndio, o que fazer para que os incêndios não tenham sequer início, etc.
Além disso, o nosso herói vai também lutar contra o flagelo que é o abandono de animais domésticos nesta altura do ano, o Verão.

Quais as dificuldades que encontraram para montar esta peça?
Na verdade, este espectáculo é uma reposição. Originalmente, «Robin dos Jardins» esteve em cena em 2006/7, neste mesmo espaço. Este ano decidimos repor o espectáculo devido ao elevado número de pedidos que tínhamos, mas também porque não tínhamos verbas para um espectáculo novo. Cada vez mais é difícil conseguirmos apoios e patrocínios, por pequenos que sejam.

Mas o que a peça traz de novo em relação aos vossos espectáculos anteriores?
Todo o espectáculo está apresentado em tom de comédia. Poderemos mesmo dizer que «Robin dos Jardins» é uma comédia musical.

Mais uma vez escolhem o Jardim Botânico da Ajuda como cenário para uma peça. Porque?
Pela envolvência que a própria história pede. Uma floresta para o nosso herói se esconder, um espaço que se acredite medieval, por exemplo.

Mas até que ponto o espaço não condiciona a actuação, a começar pela sonoridade?
Antes pelo contrário, a sonoridade do espaço só ajuda o público a integrar-se no espectáculo. Simultaneamente, temos música barroca para as nossas coreografias, pelo que tudo esta conjugado na perfeição.

A mensagem ambiental da peça é notória. Acredita que essa mensagem permanece após o «fechar das cortinas»?
Gosto de acreditar que sim!

Como tem sido a reacção do público?
Fantástica! Temos pessoas que já vieram assistir mais do que uma vez e também metemos pessoas que viram em 2006 e que agora resolveram rever o espectáculo. As escolas que também já tinham visto estão a repetir a experiencia, com alunos novos.

Além de «Robin dos Jardins», qual o personagem que as crianças sentem mais carinho?
Na verdade, tem sido muito variável... Há quem adore a Lady Mariana, há quem prefira a vilã da história, a Princesa Joana... Há gostos para tudo!

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