03-07-2012 às 19:36

James Dean e «Rei Ghob» em filmes do festival «Queer Lisboa»

James Dean e «Rei Ghob» em filmes do festival «Queer Lisboa»

Um filme experimental baseado na história do "Rei Ghob", documentários sobre Marina Abramovic e Ralf Konig e um retrato ficcional sobre James Dean são algumas das propostas do festival Queer Lisboa, que acontecerá em setembro.

A 16.ª edição do Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa decorrerá de21 a29 de setembro, no cinema São Jorge, e hoje foram divulgadas as escolhas e as atividades paralelas.

Na secção "Queer Art" foram selecionados, por exemplo, a longa-metragem "Joshua Tree, 1951: A Portrait of James Dean", de Matthew Mishory, com o ator James Preston no papel principal.

O ator português Rafael Morais também integra o elenco desta produção cuja história recupera os primeiros anos de James Dean nos Estados Unidos, antes de ser famoso.

Naquela mesma secção, o Queer lança um olhar sobre a artista Marina Abramovic, num documentário de Matthew Akers, assim como sobre o cartoonista e autor alemão de banda desenhada Ralf Konig, por Rosa von Praunheim em "Konig des Comics", e ainda sobre o marroquino Rachid B., no documentário biográfico "Le Ciel en Bataille".

Nesta mesma secção haverá uma projeção especial, no dia 22 de setembro no Teatro do Bairro, do filme experimental "Rei dos Gnomos", de João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira.

Encomendado por Guimarães Capital Europeia a Cultura 2012, o projeto é composto por 24 vídeos que "tomam como ponto de partida a história de uma personagem verídica, Francisco Leitão, que se auto-intitulava 'Rei dos Gnomos' ou 'Rei Ghob'", refere a organização.

Francisco Leitão foi condenado, em março, a 25 anos de prisão por três crimes de homicídio e outros três de ocultação de cadáver.

João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira "criaram 24 pequenos filmes, com duração de entre um e oito minutos cada, em que, através de uma narrativa não linear, reflectem sobre o processo de formação de comunidades e grupos, e sobre a importância de símbolos, rituais, normas e imaginários comuns nesse processo", descreveu o festival.

Este ano o prémio do Público será alargado à competição de melhor longa-metragem, melhor documentário e às secções de curtas-metragens, por causa da "adesão cresente dos espetadores" àquele galardão.

No que toca às atividades paralelas, haverá este ano um "workshop" de dança e vídeo dirigido pelo bailarino Dário Pacheco e pelo videasta José Gonçalves ao longo de todo o festival.

O Queer Lisboa conta com 40 mil euros de apoio financeiro da Câmara Municipal de Lisboa e 30 mil euros do Instituto do Cinema e do Audiovisual.

Diário Digital com Lusa

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