Estilista Christian Lacroix faz ilustrações para livro
Excêntrico, exagerado, rebuscado, teatral. O quarteto de adjectivos serve à medida em Christian Lacroix. Aos 61 anos, o francês não pode actualmente escrever o próprio nome na etiqueta de um vestido.
«Não tenho mais o direito de envolver-me com acessórios, moda com a minha assinatura, perfume, mobiliário», conta Christian Lacroix.
Na capital francesa, o designer acompanhava a estreia do bailado «Le Bourgeois Gentilhomme» («O Burguês Fidalgo»), de Molière, com figurinos assinados por ele.
Estrela da alta-costura francesa desde que criou a sua marca, em 1987, Lacroix diz-se cada vez mais distante do universo dos desfiles de moda e dedicado aos figurinos de óperas, ballets e, recentemente, à criação de ilustrações para o livro «Christian Lacroix e o conto da Bela Adormecida».
Escrito pela jornalista de moda Camilla Morton, o texto mescla conto de fadas e a trajectória, também romanceada, do estilista apaixonado desde criança por ciganos e touradas, que observava e desenhava na sua cidade natal, Arles, no sul de França.




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