20-07-2012 às 12:22

Estudo: 88% das pessoas usam Facebook para espiar ex-namorado(a)

Estudo: 88% das pessoas usam Facebook para espiar ex-namorado(a)

Já caiu na tentação e decidiu espreitar o que o seu ex-namorado (ou ex-namorada) anda a fazer no Facebook? Se a resposta é sim, saiba que faz parte da grande maioria dos utilizadores da rede social criada por Mark Zuckerberg. De acordo com uma pesquisa feita pela Western University (do Canadá), 88% dos utilizadores do Facebook usam a rede social para acompanhar o que o ex-parceiro está a fazer.

O estudo de nome «É complicado: separações e as suas consequências no Facebook» foi feito pela estudante de mestrado Veronika Lucacs. Durante um ano, entrevistou pessoas que tiveram o «coração dilacerado» com o fim da relação. De acordo com a investigadora, quase todos admitiram que de alguma forma procuravam saber o que os ex-parceiros estavam a fazer.

O curioso da pesquisa é que 70% das pessoas que admitiram serem «stealkers» dos (ex) amados usavam perfis de amigos para dar uma espreitadela no que os ex-parceiros estavam a fazer. Ou seja, para essas pessoas não adiantou nada remover o ex-namorado da lista de amigos.

O maior interesse dos entrevistados era saber se a pessoa tinha um novo companheiro. No total, 74% afirmavam vasculhar o perfil para saber se estavam a namorar. O principal temor era saber se o novo namorado era algum conhecido em comum. Ou pior, aquela pessoa «que ele já desconfiava estar interessado».

Mas nem todos os entrevistados por Lucacs eram vítimas na história. Um terço do total dos participantes da pesquisa admitiu que também actualizam o perfil com intenção de fazer ciúmes para o ex-parceiro. Os principais métodos para irritar o antigo amado são fotos «em que se está a divertir muito» ou com letras de músicas com indirectas.

Lucacs afirma que o intuito da pesquisa era saber se este tipo de comportamento aumenta o sofrimento de alguém que perdeu um amor. De acordo com ela, o resultado é positivo: «Quanto mais fiscalização, mais aflição. O difícil é explicar se a vigilância aumenta a angústia ou se se vigia por estar angustiado. O meu palpite é que ele é um pouco de ambos», disse a pesquisadora ao site CNET.

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