20-08-2012 às 09:49   actualizada às 12:44

PS: Condenação das três jovens russas do grupo Pussy Riot é «profundamente inaceitável»

PS: Condenação das três jovens russas do grupo Pussy Riot é «profundamente inaceitável»

O Partido Socialista (PS) defende que a condenação das três jovens do grupo 'punk' russo Pussy Riot a dois anos de prisão é «profundamente inaceitável», defendendo que «a sentença seja revista ou revogada».

Numa carta enviada ao embaixador da Rússia em Portugal, Pavel Petrovskiy, o secretário nacional do PS para as Relações Internacionais e Cooperação manifesta uma «profunda decepção pela sentença», conhecida na sexta-feira, sobre as jovens que protestaram contra o Presidente russo Vladimir Putin.

«Considero o veredicto do Tribunal desproporcional, o que, aliado aos relatos de maus tratos durante a detenção dos elementos da banda, me suscita inquietação e insegurança quanto à legalidade, independência e transparência do processo», declara João Assunção Ribeiro.

Na carta, o porta-voz do PS considera que «a condenação de três jovens, duas das quais mãe de crianças pequenas, a dois anos de prisão, pela expressão pacífica mesmo que controversa, dos seus pontos de vista é, no meu entender, profundamente inaceitável».

«Desejo que esta sentença seja revista ou revogada, em conformidade com os procedimentos legais russos, desde que conformes às convenções assumidas pela Rússia no quadro do Direito Internacional e dos Direitos Humanos», defende.

As três jovens - Nadejda Tolokonnikova, de 22 anos, Ekaterina Samoutsevitch, de 29, e Maria Alekhina, de 24 -, entraram encapuzadas em Fevereiro passado numa catedral ortodoxa de Moscovo e cantaram uma canção de protesto contra o Presidente russo Vladimir Putin.

Na passada sexta-feira, o Tribunal russo declarou as três jovens do grupo ‘punk’ russo Pussy Riot culpadas do crime de vandalismo.

Durante a leitura da sentença, a juíza Marina Syrova repetiu em parte os argumentos da acusação, que pediu três anos de prisão para as jovens pelos crimes de «vandalismo» e «incitação ao ódio religioso».

A juíza sublinhou que as acusadas não manifestaram arrependimento e que «violaram a ordem pública» e «ofenderam os sentimentos [religiosos] dos crentes».

Diário Digital com Lusa

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