Comissão Europeia quer reduzir uso de biocombustíveis na UE
A Comissão Europeia sugere reduzir, de 10% para 5% a percentagem de biocombustíveis no sector de transportes da UE. Ambientalistas declaram-se satisfeitos, mas a indústria condena a falta de fiabilidade política.
Com base em pesquisas, instituições científicas de renome como a alemã Academia Nacional de Ciência Leopoldina já haviam conferido aos biocombustíveis o selo «nocivos para o meio ambiente». Agora é a vez da Comissão Europeia: os comissários de Energia, Günther Oettinger, e do Clima, Connie Hedegaard, apresentaram um projecto de lei que poderá mudar substancialmente as regras sobre o uso de combustíveis de fontes renováveis nos países da União Europeia (UE).
De acordo com a sugestão, a percentagem de biocombustíveis no sector de transportes de cada país deverá atingir, no máximo, 5% até ao ano de 2020. Actualmente a meta é chegar aos 10%, com o fim de reduzir a poluição ambiental. Em tese, a percentagem inclui também o uso pelos automóveis de energia eléctrica obtida de fontes renováveis. Mas como a revolução prometida pelos carros eléctricos não aconteceu, o lobby dos biocombustíveis acabou por reservar toda a percentagem para si.
Reduzir para 5% seria um golpe duro, diz Stephan Arens, lobista que defende os interesses da indústria de biocombustíveis. «Não poderíamos aceitar a suspensão da produção actual, assim ficariam também a faltar perspectivas para investimentos», disse Arens em entrevista à DW.


CONSULTE OS NOSSOS CANAIS |
|
|
|
|
Ficha Técnica | Estatuto editorial | Contactos