Utilizadores de telemóvel evitam aplicações por temer invasão de privacidade
As aplicações para telemóvel começam a espantar os utilizadores. Motivo? Invasão de privacidade. Já bastante discutido na Internet, o tema começa a ganhar a atenção também no mundo móvel.
Um estudo recente do instituto de pesquisas Pew mostrou que, este ano, nos EUA 54% dos utilizadores de smartphones decidiram não instalar alguns apps depois de descobrir quais informações pessoais teriam que fornecer. Outros 30% apagaram pelo menos um app ao descobrir que este recolhia dados que não gostariam de partilhar.
No total, 57% de todos os utilizadores de aplicações rejeitaram apps por preocupações relacionadas com privacidade.
Em Março, o Facebook estava entre os 34 desenvolvedores de aplicações convocados pelo Congresso americano para esclarecer as suas políticas de privacidade.
«Nos EUA e na Europa, há preocupação com questões relacionadas com privacidade. Isso não existe no Brasil. É uma questão cultural», diz, porém, Fábio Assolini, analista da Kaspersky Labs.
Os resultados são dois grupos de utilizadores: os que não estão cientes de que aplicações podem recolher e usar dados da sua base de utilizadores e aqueles que sabem da prática, mas rendem-se ao uso dos apps.
No segundo caso, um das grandes iscos é a ausência de cobrança.
Se considerar que um app (pago ou gratuito) está a violar a sua privacidade, o utilizador pode recorrer à Justiça, denunciando ao Procon a loja virtual que ofereceu o programa. O órgão de protecção ao consumidor pode, então, accionar o Ministério Público para que tome medidas contra o vendedor.




CONSULTE OS NOSSOS CANAIS |
|
|
|
|
Ficha Técnica | Estatuto editorial | Contactos