04-03-2013 às 13:47

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Os Flintstones português chamam-se «O Bando das Cavernas»

Por Pedro Justino Alves
Os Flintstones português chamam-se «O Bando das Cavernas»

«O Bando das Cavernas», escrito e ilustrado por Nuno Caravela, é a nova aposta da Booksmile para a literatura infantil, um projecto 100% português, o que aproxima ainda mais o seu conteúdo ao seu público-alvo. Apesar do ambiente ser próximo da mítica série de animação The Flintstones, o conteúdo é totalmente diferente.

Nuno Caravela tinha em mente há muito tempo a ideia de «O Bando das Cavernas». O destino acabou por fazer com que as palavras e as ilustrações acabassem por ganhar vida física, através da Booksmile. Uma série que tem tudo para ganhar o seu espaço no mercado nacional, inclusive na televisão, já que as histórias têm tudo para animar os mais novos: cores, humor, conteúdo e, acima de tudo, actualidade, apesar de se passar na Idade da Pedra.


Como surgiu a ideia de escrever «O Bando das Cavernas»?
Esta ideia já andava na minha cabeça há muito tempo. Quando entrei em contato com a editora Booksmile e soube que estavam a pensar desenvolver um projeto com estas características, soube que chegara a altura de o escrever.  Devo no entanto um agradecimento a toda a equipa da Booksmile, em especial à diretora de edição Ana Afonso, pelo contributo inestimável na realização desta coleção.

E porquê escrever uma coleção no «Tempo das Cavernas»?
Há 10.000 anos atrás, época em que ocorrem as aventuras do Bando das Cavernas, a Humanidade encontrava-se numa fase de descoberta em relação ao que hoje chamamos «Arte».  A pintura, a música e a escrita desenvolviam-se e adquiriam um papel cada vez mais importante na sociedade. Também os nossos leitores, entre os 7 e os 11 anos de idade, se encontram num processo semelhante de desenvolvimento e esta analogia pareceu-me interessante.

Gostaria de viver nesse período? O que o fascina desse tempo? A «virgindade» do Mundo, por exemplo?
Gostaria, se fosse possível viajar no tempo como fizeram os nossos personagens numa das suas aventuras, de visitar esse período incrível da Humanidade. Sempre gostei do contato com a Natureza e se entendermos «virgindade do Mundo» como natureza no seu estado puro, acho fascinante.

Quem são os personagens que formam «O Bando das Cavernas»?
O Bando das Cavernas é formado pelo Tocha, que na escola tem fama de conseguir acender uma fogueira com duas pedras, embora nunca ninguém o tenha visto fazer tal proeza;  a Ruby, uma menina de cabelo ruivo cujas principais qualidades são a coragem e o bom-senso; o Menir, forte e amigo leal, no entanto pouco dado a pensamentos complexos e o Kromeleque, pequenino, hiperativo e bastante susceptível a qualquer tipo de injustiça. Por fim, temos o Tzick, espécie de lagarto voador que vive na caverna do Kromeleque e que acompanha o bando para todo o lado e também o Sabre, um tigre-dentes-de-sabre que a Ruby trata como se fosse um gatinho. Geralmente calmo e simpático, o grande tigre só se zanga quando vê os amigos em perigo. 

Com qual se assemelha mais? E por qual tem maior carinho?
Julgo que sou um pouco parecido com todos, embora a minha preocupação seja dar a cada um dos personagens uma personalidade em que as crianças se revejam, tanto nas qualidades e valores como até nas fraquezas. Quanto ao meu personagem favorito, francamente não sei dizer. Gosto de todos por igual.

As cores fortes são constantes em todas as páginas. A cor é essencial para agarrar os leitores mais novos?
A imagem é algo a que as crianças nestas idades dão muita importância e as cores fortes sem dúvida que contribuem, numa primeira fase, para chamar a atenção de novos leitores. 

Outra característica é o humor, sempre presente.
O humor é muito importante porque serve, não só para divertir os nossos jovens leitores, mas também para ensinar e estimular-lhes o gosto pela leitura.

Foi complicado escrever estas histórias? Qual a principal dificuldade em escrever para os mais novos?
Escrever para os mais novos exige sempre uma atenção acrescida, tanto na técnica como nos conteúdos. Os jovens leitores estão numa fase de desenvolvimento em que os exemplos têm um grande impacto na sua formação e por isso é preciso muito cuidado na transmissão de valores e comportamentos. O lado divertido deste trabalho é que nestas idades a imaginação e a criatividade não têm limites e por isso tento que as aventuras do Bando das Cavernas também não tenham. O que mais me interessa sempre é surpreender os leitores.

Ao escrever sobre o passado, nunca deixa de mencionar aspectos do presente. Como foi este «diálogo»?
Um dos pormenores que considerei desde o início importante nas aventuras do Bando das Cavernas foi a existência de toda a tecnologia que faz hoje parte do dia-a-dia dos miúdos, pois isso facilita a sua identificação com os personagens. É claro que a «tecnologia» do Bando das Cavernas, apesar de semelhante à de hoje, é um pouco mais rústica. Mas não deixa de ser engraçado o facto de eles viverem em cavernas e comunicarem através do FacePedra.

Ao lermos «O Bando das Cavernas» fazemos uma ligação quase direta aos Flintstones. É intencional ou uma coincidência?
Os Flintstones  são da minha geração e gostava muito, principalmente das animações, mas não foi intencional, embora essa ligação seja quase inevitável.  Julgo no entanto que, apesar do ambiente ser semelhante, os conteúdos do Bando das Cavernas são radicalmente diferentes em todos os outros aspetos.

Gostaria de ver estas histórias na televisão?
Acho que o Bando das Cavernas, devido às características gráficas dos personagens e aos conteúdos das histórias, é um conceito que pode resultar muito bem em animação.  Vou iniciar em breve alguns contatos no sentido de tentar fazer um episódio piloto e propôr o projeto a um canal de televisão.

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