06-11-2013 às 13:57

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«O Jogo Final»: Harrison Ford forma jovem de 16 anos para salvar a Humanidade

Por Pedro Justino Alves
«O Jogo Final»: Harrison Ford forma jovem de 16 anos para salvar a Humanidade

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Devido a uma ameaça alienígena, a Humanidade está nas mãos do jovem Andrew “Ender” Wiggin. Um dos clássicos da ficção científica, «O Jogo Final», de Orson Scott Card («Ender's Game», título original), editado pela Presença (que oferece três livros aos leitores do Diário Digital), venceu os dois principais prémios literários do género, o Prémio Nébula e o Prémio Hugo. A obra é agora transposta para o cinema por Gavin Hood (assina o argumento e a realização) e conta com interpretações de Asa Butterfield, Ben Kingsley, Harrison Ford e Viola Davis, entre outros.

Num futuro próximo, uma raça alienígena procura colonizar a Terra, algo que não acontece devido ao comandante Mazer Rackham (Ben Kingsley), que, num gesto heróico, evita a extinção da raça humana.

Para evitar um ataque futuro, a Humanidade forma jovens com o intuito de encontrar um Iluminado que possa comandar as forças militares contra uma eventual nova ameaça. O Coronel Hyrum Graff (Harrison Ford) é o responsável pelos treinos, bastante duros e exigentes tendo em vista a idade dos recrutas.

Desde cedo, o tímido mas brilhante estrategista Ender Wiggin (Asa Butterfield) é o alvo de Graff, que sente que o jovem tem capacidades muito acima dos seus pares. Os recrutas são enviados a uma base militar espacial e de imediato Ender destaca-se de todos, provocando admiração, mas principalmente inveja dos demais. É-se líder quem pode, não quem quer.

Desde a sua publicação que os admiradores de «O Jogo Final» esperavam ver o livro no cinema. No entanto, a sua transposição não era fácil, já que Orson Scott Card aborda vários temas além da formação de Ender. Alguns desses temas são superficialmente abordados por Hood (principalmente os psicológicos e os sociológicos), já que o argumentista e realizador centra o filme no jovem, algo que poderá causar algum mal estar nos mais fiéis da obra de Scott Card.

Certamente que os puristas de «O Jogo Final» não vão gostar de verificar que o Eden do filme tem 16 anos, ao contrário dos seis anos do livro. Um “pormenor” que acaba por ser incompreensível, uma opção argumental que desvirtua o original. Do nosso ponto de vista, este é o principal «pecado» do filme.

Como era de esparar, o objectivo comercial acabou por suplantar a obra. Um problema? Sem dúvida, mas desde que isso seja assumido não há inconvenientes, apenas discussões pseudo-intelectuais. E a verdade é que «O Jogo Final», embora não deslumbre e apesar dos clichés dos filmes militares, cumpre em termos de entretenimento.

Evidentemente que perde-se muito entre o livro e o filme (por exemplo, apenas próximo do final temos um dos temas centrais abordados por Orson Scott Card, o poder de uma civilização sobre a outra. E mesmo assim de forma muito superficial), mas também se ganha em outros aspectos, já que tanto a linguagem literária e cinéfila têm as suas próprias regras. E Hood comprova o seu talento no argumento (é bastante fiel ao manter a essência do livro) e na realização, conduzindo o filme com um ritmo bastante agradável e sem cansar o cinéfilo.

Ao contrário do esperado, os efeitos especiais não maravilham, algo que, confessamos, causou alguma surpresa, já que não é normal essa opção neste tipo de filmes nos nossos dias. É notório que o objectivo foi encontrar o equilíbrio entre os efeitos e o argumento, algo que sempre se deve destacar e elogiar.

Em termos de interpretação, nada a salientar. Butterfield, Ford, Kingsley e os outros restantes cumprem sem problemas os seus papéis, embora não haja nenhum que se destaque. No entanto, devemos confessar que é sempre um prazer rever Ford num filme de ficção científica.

Quando o filme termina, a pergunta que colocamos é como seria «O Jogo Final» se realizado nas décadas de 70 e 80, décadas de ouro da ficção científica no cinema mundial, décadas em que o cinema não buscava incessantemente os êxitos de bilheteira. No entanto, ao olharmos para esta década, a verdade é que «O Jogo Final» cumpre em pleno os seus intentos. 

FICHA TÉCNICA

Título: «O Jogo Final»
Título original: «Ender´s Game»
Realização: Gavin Hood
Elenco: Andrea Powell, Asa Butterfield, Ben Kingsley, Hailee Steinfeld, Harrison Ford, Moises Arias e Viola Davis
Género: Ficção Científica
Duração: 114 minutos
País: EUA
Ano: 2013

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