| terça-feira, 25 de Novembro de 2003 | 17:29 |
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Ditador chileno Pinochet acha que foi «um democrata»
Numa entrevista que está a gerar enorme polémica no Chile, o general Augusto Pinochet sublinhou, esta terça-feira, dia dos seus 88 anos, que nunca aspirou «a ser um ditador, porque as ditaduras acabam mal».
A entrevista ao ditador que governou o Chile desde 1973 – quando, de forma sanguinária, liderou o golpe militar que depôs o presidente eleito Salvador Allende – a 1990, foi difundida por uma estação de televisão de língua castelhana, do estado norte-americano da Florida.
Pinochet considerou mesmo serem os «seus opositores quem tem de pedir perdão, pelos atentados que sofri contra a minha vida».
Na conversa, gravada há um mês na casa do general em Santiago do Chile, Pinochet admitiu, ainda assim, a possibilidade de ter havido alguns excessos durante os anos em que governou o Chile, mas que não lamentava nada.
Acha, aliás, «ter sempre actuado com espírito democrático», confirmando ter uma carta escrita ao povo chileno, para ser divulgada depois da sua morte.
Segundo diz, «não quero que as futuras gerações pensem mal de mim, e quero que saibam que sempre actuei sob princípios democráticos».
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