| quarta-feira, 16 de Junho de 2004 | 16:01 |
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Sondagem: 55% dos iraquianos sentiam-se mais seguros com saída da coligação
A esmagadora maioria dos iraquianos, cerca de 80%, não confia nas forças estrangeiras no país, revela uma sondagem conduzida pela Autoridade Provisória da Coligação, publicada pela revista Newsweek. Mais de metade da população iraquiana, 55%, revela que se sentiria mais segura se as forças da coligação abandonassem o país imediatamente.
Esse número representa uma enorme subida relativamente a uma sondagem de Janeiro, quando apenas 28% declarou que se sentiria mais seguro com a saída da coligação.
De acordo com o estudo, levado a cabo entre os dias 14 e 23 de Maio, após a revelação das torturas na prisão de Abu Ghraib, 67% dos inquiridos considera que a violência no país aumentou porque «as pessoas perderam a confiança nas forças da coligação».
Quanto à necessidade da permanência das tropas no país, apenas 1% dos inquiridos afirmaram que dependiam destas para se sentirem seguros. 18% considera que essa função pertence à polícia iraquiana, enquanto a maioria, 71%, disse que a sua segurança dependia da acção da família, amigos e vizinhos.
A sondagem revela um aumento da popularidade do líder radical xiita Moqtada al-Sadr, com 81% dos inquiridos a afirmar que tem melhor opinião agora do que tinha há três meses.
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