| segunda-feira, 1 de Janeiro de 2007 | 17:03 |
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Cuba: Execução de Saddam foi «acto ilegal» e «assassínio»
Cuba qualificou esta segunda-feira de «acto ilegal» e «assassínio» a execução, no sábado, do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, numa declaração oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
O enforcamento de Saddam «é um absurdo político, um acto ilegal, num país que foi conduzido a uma guerra civil durante a qual milhões de pessoas se exilaram ou perderam a vida», lê-se num comunicado do MNE datado de 31 de Dezembro e hoje difundido pelo jornal oficial Granma.
Reconhecendo que, «por ora, a pena de morte não foi abolida» na ilha, o governo de Havana justifica esse facto pela «guerra brutal imposta pelos Estados Unidos», numa alusão às múltiplas tentativas de derrube do presidente cubano, Fidel Castro.
Apesar disto, diz ainda o comunicado, «Cuba considera ser seu dever moral exprimir o seu ponto de vista sobre o assassínio (de Saddam) cometido pela potência ocupante».
O MNE cubano denuncia igualmente o facto de a execução ter sido levada a cabo «no próprio dia da festa sagrada dos muçulmanos para o exercício da clemência», em referência ao dia do Sacrifício, Aid Al-Adha.
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