| sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2005 | 07:38 |
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Marques Mendes: eleição directa no PSD não é prioridade
Candidato à presidência do PSD, Luís Marques Mendes considerou, ao contrário do seu adversário, Luís Filipe Menezes, na corrida à liderança social-democrata, que a questão da eleição directa dos orgãos nacionais do partido não deverá fazer parte do lote de assuntos que exigem uma discussão imediata, mas sim ser relegada lá mais para a frente.
Em declarações durante o programa «Grande Entrevista» da RTP, Marques Mendes afirmou taxativamente que «a questão das directas não deve ser discutida neste Congresso. A questão das directas foi discutida há cinco anos no Congresso de Viseu; daí para cá já ocorreram três congressos e nunca mais a questão das directas foi colocada».
Na opinião do ex-ministro dos Assuntos Parlamentares no Governo de Durão Barroso, existem, neste momento, outros assuntos prioritários, como a preparação das autárquicas e a necessidade de fazer oposição.
«Discutir as directas no Congresso, com eleições autárquicas daqui a poucos meses, com um Governo a tomar posse que precisa de ser fiscalizado pela oposição, seria uma insensatez», considerou Marques Mendes, que, no entanto, não deixou de garantir que, se se for eleito líder do PSD, realizará um Congresso extraordinário mais tarde, para debater o assunto.
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