| terça-feira, 7 de Fevereiro de 2006 | 12:27 |
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MNE: Caricaturas de Maomé leva a «guerra de religiões»
Portugal lamenta e discorda da publicação de desenhos ou caricaturas que ofendem as crenças ou a sensibilidade religiosa dos povos muçulmanos, considerando lamentável o que se passou recentemente nesta matéria em alguns países europeus, por incitar a uma inaceitável «guerra de religiões», afirmou hoje o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral.
Freitas do Amaral reagia à publicação pelo jornal dinamarquês Jyllands-Posten, a 30 de Setembro, de 12 caricaturas do profeta Maomé - incluindo uma em que é representado com um turbante em forma de bomba - reproduzidas a 10 de Janeiro por um jornal norueguês e depois por vários outras publicações noutros países europeus, gerando uma forte onda de protestos por parte de muçulmanos.
«A liberdade de expressão, como aliás todas as liberdades, tem como principal limite o dever de respeitar as liberdades e direitos dos outros», entre os quais a liberdade religiosa, «que compreende o direito de ter ou não ter religião e, tendo religião, o direito de ver respeitados os símbolos fundamentais da religião que se professa», lê-se num comunicado assinado por Freitas do Amaral.
O ministro lembra que, enquanto para os católicos esses símbolos são as figuras de Cristo e da sua Mãe, a Virgem Maria, para os muçulmanos um dos principais símbolos é a figura do Profeta Maomé.
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