| sexta-feira, 24 de Novembro de 2006 | 07:09 |
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Portugal ganhou com apoio à invasão no Iraque, diz Barroso
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, rejeitou quinta-feira à noite, em entrevista à SIC, qualquer arrependimento pelo apoio do governo português à intervenção militar no Iraque, em 2003, mas reconheceu que o processo «está a correr mal».
Durão Barroso, que, enquanto primeiro-ministro português, em 2003, apoiou activamente a intervenção militar dos EUA e do Reino Unido no Iraque, reconheceu a gravidade da situação e as dificuldades que se seguiram à invasão do país e destituição do regime de Saddam Hussein, mas manteve que a decisão que então tomou foi benéfica para Portugal.
«Na altura, tomei a decisão que pensei ser a melhor para os interesses portugueses», disse, justificando que, nomeadamente, a mesma foi tomada a pedido e em apoio de importantes e históricos aliados de Portugal, como os EUA, o Reino Unido e a vizinha Espanha, cujos líderes - George W. Bush, Tony Blair e José Maria Aznar (já afastado do poder) - foram acolhidos por Durão Barroso nos Açores, na chamada «Cimeira das Lajes» que ficou associada à decisão de intervir militarmente no Iraque.
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