| domingo, 21 de Janeiro de 2007 | 10:07 |
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Mendes afirma que aborto se combate, «não se legaliza»
O líder do PSD, Luís Marques Mendes, alerta para as «consequências graves» que terá a despenalização do aborto, considerando que se irá tornar num «mecanismo de desresponsabilização social» e traduzirá «um sinal de facilitismo».
Num artigo de opinião publicado na edição do Correio da Manhã intitulado «As razões do meu não», Marques Mendes justifica porque irá votar «não» no referendo de 11 de Fevereiro argumentando que o aborto provocado, fora os casos previstos na lei actual, é «um acto arbitrário e injustificado que destrói um ser humano».
O PSD não tem uma posição formal para o referendo sobre o aborto por entender que se trata de uma matéria da consciência de cada um.
Apesar disso, Marques Mendes anunciou logo em Dezembro que iria votar «não», defendendo que a solução deverá passar pelo incentivo à natalidade.
O «problema social» do aborto clandestino é igualmente abordado por Marques Mendes no seu artigo de opinião, que defende o seu combate com «medidas enérgicas, sociais, educativas e económicas», como o planeamento familiar, a educação sexual dos jovens ou o incentivo à adopção.
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