| sábado, 11 de Outubro de 2008 | 11:04 |
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Sócrates: resultado Açores será sinal para política nacional
O secretário-geral do PS, José Sócrates, defendeu sexta-feira que as eleições legislativas regionais deste mês marcam o arranque de um ciclo eleitoral em Portugal, cujo resultado será um sinal dos Açores para a política nacional.
"Estas eleições são as primeiras de um ciclo, de um conjunto, e o resultado destas eleições será, também, um sinal dos Açores para a política nacional", afirmou José Sócrates, no maior comício do PS/Açores nesta campanha eleitoral.
Perante milhares de apoiantes, que encheram uma tenda na cidade de Ponta Delgada, o líder do PS salientou que, nos Açores, "vai começar este ciclo eleitoral" que se estende por 2009.
"É por isso que o secretário-geral do PS quer fazer um apelo a todos para que se empenhem na campanha nesta semana que falta, porque assim honraremos a democracia, serviremos o povo açoriano e traremos à política açoriana maior elevação", disse José Sócrates.
Na sua segunda participação nesta campanha, depois de um comício na Ilha Terceira, José Sócrates salientou, ainda, que quem se queixa da democracia no Arquipélago "nem conhece os Açores, nem conhece os açorianos".
"Queixam-se da democracia apenas porque estão na oposição", acusou o líder dos socialistas, para quem, nos Açores, "respeitam-se os adversários políticos e faz-se política com elevação e com categoria".
Segundo disse, no Arquipélago, "respeitam-se as instituições da Região e da República, pratica-se uma autonomia responsável que é um exemplo para todo o País, aqui a democracia exerce-se no respeito" pela Assembleia Legislativa Regional.
"É por isso que, aqui nos Açores, quando um Presidente da República visita os Açores, visita sempre à Assembleia Regional", afirmou José Sócrates.
Num comício nas Portas do Mar, uma das obras emblemáticas do executivo regional socialista, o secretário-geral do PS manifestou-se convicto que, nas eleições deste mês, "quem vai ter uma lição de democracia são aqueles que se andam a queixar da democracia nos Açores".
Poucas horas depois de ter vindo da Ilha Graciosa, Carlos César manifestou o seu apoio a José Sócrates nas próximas eleições para a Assembleia da República mas alertou que primeiro estão os interesses dos Açores.
"Ele sabe que tem o nosso apoio mas ele sabe que o nosso apoio é feito em consciência e que nunca descura, em momento ou circunstância alguma, a defesa dos interesses dos Açores", garantiu César.
O líder dos socialistas açorianos, que concorre a um quarto mandato como presidente do Governo Regional, assegurou ainda que o seu compromisso é "inteiramente açoriano".
"Não há político, não há partido, não há Governo da República ou, como até já se viu, não há qualquer outro órgão de soberania que julgue que pode contar com o meu silêncio em prejuízo dos Açores", afirmou Carlos César, aos milhares de apoiantes na maior cidade do Arquipélago.
Carlos César acusou, também, Berta Cabral, cabeça-de-lista do PSD por São Miguel e presidente da Câmara de Ponta Delgada, de ser a responsável por a dívida da autarquia ter quadriplicado nos últimos seis anos.
"O PS não recebe lições de quem já levou, em 1996, os Açores quase à falência e à bancarrota e de quem, pelos vistos, onde vai passando, não se emenda e vai continuando a fazer sempre o mesmo", afirmou.
Segundo Carlos César, a dívida da Região no tempo em que Berta Cabral estava no Governo do PSD "era de 34,2 por cento do PIB", enquanto que, agora, está nos "oito porcento do PIB".
As eleições regionais de 19 deste mês vão escolher os 57 novos deputados à Assembleia Legislativa Regional dos Açores.
Diário Digital / Lusa
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