| quarta-feira, 22 de Julho de 2009 | 18:15 |
|
Oposição contesta negócio entre Governo e Liscont/Mota Engil
A oposição voltou a contestar o negócio entre o Governo e a Liscont/Mota Engil relativo ao Terminal de Contentores de Alcântara, mas o PS optou pelo silêncio.
“O negócio que o Governo celebrou com a Liscont/Mota Engil é um escândalo nacional”, afirmou a deputada do BE Helena Pinto, que levantou a questão do contrato entre o Estado e aquela empresa no plenário da Assembleia da República, na última declaração política da Legislatura do partido.
Numa intervenção dura e crítica, Helena Pinto classificou o contrato assinado como “ruinoso e altamente prejudicial para o país”, lembrando que “o Governo entregou a uma empresa privada, sem concurso, a concessão de um serviço público fundamental para a economia do país, como é o caso da actividade portuária”.
“Em nome da decência e da transparência, o Governo tem de vir a público e rapidamente dizer quanto está a pagar à Liscont/Mota Engil e quanto vamos pagar no futuro. Tem que assumir as responsabilidades”, defendeu.
A oposição juntou-se depois nas críticas, com o deputado do CDS-PP António Carlos Monteiro a falar num “problema sério de transparência” e o deputado do PCP Bruno Dias a considerar que se está perante uma situação “inaceitável”.
Perante a ausência de qualquer intervenção da bancada socialista, a deputada do BE Helena Pinto disse tratar-se de uma atitude “inadmissível”.
“O silêncio do PS é ensurdecedor”, corroborou o deputado do PSD Jorge Costa.
Também na última declaração política do PCP da X Legislatura, o deputado Bruno Dias voltou a levar ao plenário da Assembleia da República a questão do Arsenal do Alfeite, considerando que o processo de transformação do Arsenal do Alfeite numa sociedade anónima de capitais públicos está a ser uma “vergonhosa operação de desmantelamento de postos de trabalho”.
Depois das declarações políticas, o plenário da Assembleia da República retomou a discussão das dezenas de petições que estão agendadas, depois de durante a manhã já terem sido debatidas no hemiciclo nove.
Além de uma petição para a construção de um novo hospital pediátrico em Lisboa, outros temas ocuparam os deputados durante a manhã, como as petições para um “apoio efectivo às bandas de garagem”, um “código de protecção dos animais moderno, eficaz, progressista e justo” ou ainda a permanência da Direcção Regional de Economia do Centro em Coimbra.
Diário Digital / Lusa
|