| terça-feira, 26 de Abril de 2005 | 17:38 |
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Activistas da Greenpeace absolvidos, Vicaima vai recorrer
O Tribunal de Vale de Cambra absolveu hoje os nove activistas do Greenpeace que se acorrentaram a 29 de Março ao portão da empresa Vicaima, em protesto contra o abate de árvores na Amazónia.
A juíza Susana Cajeira deu como provado que os ambientalistas se acorrentaram entre si, formando um cordão humano a toda a largura do portão da fábrica de Vale de Cambra, impedindo o movimento de viaturas e afectando a laboração da empresa.
Considerou igualmente provado, no entanto, que os arguidos não transpuseram o portão, pelo que os factos não preencheram o tipo legal de crime de que vinham acusados, o de introdução em local vedado ao público.
O advogado da Vicaima, Jorge Tavares de Almeida, anunciou de imediato a intenção de recorrer da sentença, por discordância da qualificação jurídica dos factos. O agvogado entendia que os factos eram susceptíveis de configurar outros crimes, nomeadamente de usurpação de imóvel, de dano e de atentarem contra a honra e dignidade da Vicaima, tendo conduzido nesse sentido as alegações.
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