| segunda-feira, 29 de Agosto de 2005 | 09:13 |
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Director do SEF considera lei da imigração «um falhanço»
O novo director do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Manuel Palos, considera um «falhanço rotundo» a lei portuguesa da imigração e afirma que é preciso torná-la menos restritiva, em entrevista publicada esta segunda-feira no Público.
Manuel Jarmela Palos diz, em entrevista ao jornal, que é preciso mudar a lei portuguesa da imigração, baseada em quotas, que é a mais restritiva da Europa, além de «rigorosa e intransigente».
«Nós ainda estamos com um modelo de relatório de oportunidades de trabalho (com base no qual são determinadas as quotas de entrada) feito há dois anos, que está completamente desajustado da realidade portuguesa», salienta.
Para o novo director do SEF é importante que «os trabalhadores estrangeiros possam ser legalizados com base nas disponibilidades do mercado de trabalho, mas sem estarem obrigados a ter, previamente, um contrato de trabalho», como acontece agora.
«Havendo um estudo de mercado, um estudo das necessidades efectivas, os trabalhadores podem entrar em Portugal e uma vez aqui acedem eles próprios ao mercado», disse.
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