| quinta-feira, 20 de Setembro de 2007 | 07:21 |
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Socialista acusa empresas municipais de pouca transparência
O antigo deputado socialista e professor universitário Casimiro Ramos defende, na tese de doutoramento, que as empresas municipais no país dão prejuízo, são financiadas de forma «pouco transparente» e estão sujeitas à vontade política.
A tese, que obteve quarta-feira distinção máxima na Universidade de Sevilha e a que a agência Lusa teve acesso, baseia-se na recolha de dados, com base em inquéritos efectuados às empresas municipais (EM), tendo como amostra 41 das 63 existentes entre 2002 e 2004.
Segundo o estudo, em 2004, 40 por cento do universo de EM tiveram prejuízos, sendo que em 15 por cento as dificuldades financeiras ocorreram consecutivamente nos três anos que foram alvo do estudo, pelo que, conclui o investigador, «os níveis de rentabilidade do capital próprio e das vendas são significativamente reduzidos, existindo casos de clara falência técnica».
Para contornar a situação, a maioria das EM recorrem aos «subsídios que a Câmara transfere» ou a «contratos especiais de prestação de serviços em que o cliente da EM é a própria Câmara», o que para o investigador e ex-vereador de Arruda dos Vinhos é «uma forma pouco transparente de financiar» as empresas.
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