| sexta-feira, 28 de Setembro de 2007 | 16:39 |
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Telespectadores mais participativos, mas mais influenciáveis
Um telespectador mais participativo mas muitas vezes acrítico e influenciável devido a uma oferta de conteúdos descontrolada é a herança de 15 anos de televisão privada em Portugal, cujo arranque foi marcado pela criação da SIC.
Este é o perfil definido por Rui Teixeira Motta, presidente da Associação de Telespectadores (ATV), entidade fundada em 1991, um ano antes do arranque das televisões privadas portuguesas, que avalia todos os meses a programação dos canais portugueses em sinal aberto.
Para o responsável, o papel do telespectador português mudou «radicalmente», passando a ser um dos elementos centrais do pequeno ecrã.
«O telespectador passou a ser um actor do fenómeno televisivo, tornou-se mais solto, mais tu-cá-tu-lá com o meio televisivo, mais participante», realçou o responsável em entrevista à Lusa, não esquecendo, porém, os aspectos negativos da entrada neste novo mundo da imagem.
«Tal maior participação não resultou, necessariamente, numa elevação do espírito crítico», defendeu.
«A televisão democratizou-se mas também passou a exercer uma ditadura de conteúdos em avalancha, que cegaram e, em muitos casos, atordoaram a visão crítica do telespectador», reforçou.
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