| quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 | 12:48 |
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Saramago defende um teólogo para cada leitor da Bíblia
José Saramago reiterou esta quarta-feira, em conferência de imprensa, as declarações que fez acerca do seu novo livro - «Caim» - e defendeu a presença de um teólogo ao lado de cada leitor da Bíblia, para «poder fazer a interpretação» da obra.
Falando a partir da livraria Leya, O Nobel da Literatura manifestou-se indignado pelas reacções ao seu novo livro, lançado na segunda-feira.
«Pode-se fazer publicidade de tudo, mas parece que é feio fazer publicidade de livros. As pessoas não são bonecos de corda, moldam-se pelos seus próprios interesses. Milhares de pessoas estão habituadas aquilo que eu falo. O alvoroço não se levantou por causa de um livro».
E reiterou que «na Bíblia há crueldade, incesto, violência de todo o tipo, há carnificinas. Isto é indiscutível!».
Sobre as declarações do eurodeputado Mário David que exortou o escritor a resignar à cidadania portuguesa, Saramago recusou-se a responder.
Ainda durante a conferência, confessou: «Tenho noção não sou tão ingénuo quanto se supõe, que iria agitar as águas. É impossível que não tivesse este efeito, o que não esperava era que a Igreja, com o livro ainda a sair do forno, já estava a pronunciar-se».
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