| quinta-feira, 28 de Dezembro de 2006 | 11:32 |
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Aborto: misoprostol já matou em Portugal
A utilização do medicamento para o estômago misoprostol, com efeitos abortivos, sem supervisão médica é «muito perigosa», pois estes fármacos podem ser fatais, existindo já alguns casos mortais em Portugal, disse à Lusa um especialista.
Luís Graça, presidente do colégio da especialidade de ginecologia e obstetrícia da Ordem dos Médicos, falava à Lusa a propósito da detenção, quarta-feira, de duas pessoas em Madrid por venda do misoprostol através da Internet.
De acordo com o Ministério da Administração Interna espanhol, os detidos venderam doses deste medicamento para várias cidades espanholas e para outros países, incluindo Portugal.
Em Portugal, este medicamento só pode ser vendido em farmácias e median te receita médica.
O fármaco em questão é indicado para o tratamento da úlcera péptica e prevenção de lesões gastroduodenais, embora seja usado na indução do trabalho de parto ou no aborto terapêutico.
Uma das reacções adversas deste medicamento é o risco de provocar aborto, sendo, por isso, utilizado para a interrupção voluntária da gravidez.
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