| quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007 | 21:10 |
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Caricaturas: Charlie Hebdo defende direito de gozar Islão
Um semanário satírico francês defendeu hoje o direito de ridicularizar o Islão e outras crenças durante um julgamento por difamação por ter reproduzido as caricaturas do profeta Maomé que suscitaram a cólera do mundo islâmico.
O director do semanário satírico francês Charles Hebdo, Philippe Val, compareceu hoje perante um tribunal em Paris para responder por «injúria» ao Islão.
O julgamento, que dura dois dias, suscitou a mobilização de intelectuais e responsáveis políticos da direita à esquerda para os quais uma condenação de Charlie Hebdo corresponderia a um atentado à liberdade de expressão.
A França tem a maior população muçulmana da União Europeia e esta exige tanto o respeito pela religião como pela liberdade de imprensa.
Criando a surpresa, um dos advogados de Charlie Hebdo leu na audiência uma mensagem de apoio do ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, também ministro dos Cultos e candidato às presidenciais de Abril-Maio.
Charlie-Hebdo e o director da publicação, Philippe Val, são acusados de «caluniarem publicamente um grupo de pessoas em razão da sua religião».
A acusação pode significar uma pena de seis meses de prisão e uma multa até 22.000 euros.
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